Para o Reis:
“Tenho dias em que me convenço de que não necessito de a ver mais, que a desculpa do café tornada hábito se reduz ao saciar do vício. Mas não é verdade. Hoje entrei no café preparado para nada sentir e o que vi tudo de volta trouxe: um rosto solar, de pele branca, capaz de me tornar eterno, por quem daria tudo no momento de dar e que ao meu olhar corou. Tudo isto é de uma grande banalidade, eu sei! Há três anos que me vejo assim e talvez tudo esteja prestes a acabar. Talvez deva tudo precipitar ou levar ao precipício: assustá-la de vez perguntando-lhe o que sente, a esse corpo que ainda não tem verbo e que eu tanto desejo”.
in “Diário de um Anormal”
in “Diário de um Anormal”

1 Comments:
Só desejo que A Origem do Mundo dure!
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